Um documentário caracteriza-se não só por mostrar a realidade tal como ela é, mas antes fazer uma exploração desta, visto que representa apenas uma parte de realidade. Num documentário estamos perante uma parte da realidade que nos é dada através de uma janela, assim o uso de vídeos do dia H e do dia-a-dia do Stop serviria para tentar mostrar uma realidade, que apesar de tudo nunca será a verdadeira realidade, mas antes uma aproximação do que imagino ser o que melhor defini o Stop nestes dois ambientes completamente diferentes. O destaque dado a alguns elementos, a cores, ou ate a algumas salas de ensaio seria assim uma tentativa de traduzir o mais fielmente o que é o Stop, e o que acontece no dia H e no dia-a-dia deste centro comercial ocupado por músicos, que transformaram as lojas em salas de ensaio, onde estão tantos projectos de musica concentrados, e que por vezes são tão diferentes entre si, mas que apesar de tudo convivem num mesmo espaço que é o Centro Comercial Stop.
“Sabemos que qualquer filme se vale de imagens para narrar, e não seria diferente no documentário. São imagens fotográficas em movimento, mais propriamente. No documentário são fotografias “verdadeiras”, reais, que contam certo fato em movimento – são usadas imagens que aconteceram.” A espessura do imaginário no documentário – a imagem e a ideologia Mauro Luciano de Araújo Universidade Federal de Sergipe
Na construção do vídeo e quando existisse mais do que um vídeo a ser passado ao mesmo tempo, na mesma tela, as características que iram unir estes dois vídeos seria por exemplo mostrar um mesmo espaço (imaginemos um corredor) em que no dia H estava com pessoas, com musica nos corredores, e no dia-a-dia o que vemos são corredores vazios em que o som que se ouve é um som abafado, uma vez que vem do interior das salas com portas fechadas.
As imagens que iriam ser usadas neste vídeo, seria material que foi recolhido no dia H, e quanto ao material do dia-a-dia, este teria pontos em comum com o dia H, tentando assim criar uma unidade entre as imagens. Assim estas imagens teriam em comum o lugar (como por exemplo o mesmo corredor, já referido anteriormente), seriam imagens de várias horas do dia, e de dias diferentes. Estas imagens seriam captadas através de vários planos, para tentar representar o mais possível a realidade.
O documentário serve aqui assim para desvendar a realidade do Stop, sendo também um meio de esclarecimento do que ali se faz, quando este for visto por pessoas que desconhecem a realidade do Stop, é uma forma de “levar” as pessoas ao Stop.
http://insideoutproject.blogspot.com/ link de um vídeo que pode servir de exemplo para o que seria o vídeo do Stop (adaptado à realidade do Stop), caso fosse realizado. É um vídeo que faz parte de um projecto final de mestrado.
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