quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Conclusão do projecto Stop

Um documentário caracteriza-se não só por mostrar a realidade tal como ela é, mas antes fazer uma exploração desta, visto que representa apenas uma parte de realidade. Num documentário estamos perante uma parte da realidade que nos é dada através de uma janela, assim o uso de vídeos do dia H e do dia-a-dia do Stop serviria para tentar mostrar uma realidade, que apesar de tudo nunca será a verdadeira realidade, mas antes uma aproximação do que imagino ser o que melhor defini o Stop nestes dois ambientes completamente diferentes. O destaque dado a alguns elementos, a cores, ou ate a algumas salas de ensaio seria assim uma tentativa de traduzir o mais fielmente o que é o Stop, e o que acontece no dia H e no dia-a-dia deste centro comercial ocupado por músicos, que transformaram as lojas em salas de ensaio, onde estão tantos projectos de musica concentrados, e que por vezes são tão diferentes entre si, mas que apesar de tudo convivem num mesmo espaço que é o Centro Comercial Stop.

“Sabemos que qualquer filme se vale de imagens para narrar, e não seria diferente no documentário. São imagens fotográficas em movimento, mais propriamente. No documentário são fotografias “verdadeiras”, reais, que contam certo fato em movimento – são usadas imagens que aconteceram.” A espessura do imaginário no documentário – a imagem e a ideologia Mauro Luciano de Araújo Universidade Federal de Sergipe

Na construção do vídeo e quando existisse mais do que um vídeo a ser passado ao mesmo tempo, na mesma tela, as características que iram unir estes dois vídeos seria por exemplo mostrar um mesmo espaço (imaginemos um corredor) em que no dia H estava com pessoas, com musica nos corredores, e no dia-a-dia o que vemos são corredores vazios em que o som que se ouve é um som abafado, uma vez que vem do interior das salas com portas fechadas.
As imagens que iriam ser usadas neste vídeo, seria material que foi recolhido no dia H, e quanto ao material do dia-a-dia, este teria pontos em comum com o dia H, tentando assim criar uma unidade entre as imagens. Assim estas imagens teriam em comum o lugar (como por exemplo o mesmo corredor, já referido anteriormente), seriam imagens de várias horas do dia, e de dias diferentes. Estas imagens seriam captadas através de vários planos, para tentar representar o mais possível a realidade.

O documentário serve aqui assim para desvendar a realidade do Stop, sendo também um meio de esclarecimento do que ali se faz, quando este for visto por pessoas que desconhecem a realidade do Stop, é uma forma de “levar” as pessoas ao Stop.

http://insideoutproject.blogspot.com/ link de um vídeo que pode servir de exemplo para o que seria o vídeo do Stop (adaptado à realidade do Stop), caso fosse realizado. É um vídeo que faz parte de um projecto final de mestrado.

Orientações do professor de DV

Estamos perante um dispositivo (o documentário) altamente dependente da relação que conseguir estabelecer com o objecto. Como a realidade em questão é humana e social, o foco da proposta nas questões metodológicas com recurso às ciências sociais faz todo o sentido.
No entanto, não estamos perante um estudo sociológico. Há que discernir as diferenças. As ciências sociais têm as sua ferramentas de análise, o seu objecto e a sua linguagem, diferentes obrigatoriamente de uma abordagem centrada na imagem.
No documentário, a aproximação ao contexto, a interferência do investigador, a sistematização de recolhas e dados, entre outras questões, orientam-se para a produção de um objecto visual, ou sonoro, ou audiovisual, com características e capacidades que são diferentes de um texto de sociologia. O trabalho da imagem tem que definir o seu território, a sua linguagem própria e as técnicas que lhe estão associadas.

1. O tema do documentário.
A complexidade implicada no documentário aconselha clareza na definição de uma perspectiva sobre a realidade e a limitação de um campo de observação que possa ser a espinha dorsal do trabalho. A essa perspectiva corresponderão objectivos, também eles claros. A perspectiva é conhecer o Stop? Conhecer o bairro circundante? Observar a relação entre ambos? Indagar sobre o papel da imagem nessa relação? Fixar uma memória para o Stop? Colocar o Stop a reflectir sobre si próprio? Cada uma destas perspectivas visa a mesma realidade, mas é, cada uma delas, um fio condutor diferente. Conhecer uma realidade na sua totalidade é uma ambição muito grande e vaga. Um campo reduzido e uma perspectiva apertada podem parecer redutores à partida, mas serão mais funcionais, produzirão resultados mais peculiares e acabarão por referir, inevitavelmente, o universo em estudo no seu todo.

2. Os objectivos do documentário
Documentar implica um grau assinalável de abertura àquilo que a realidade que vamos registar tem para "dizer". Interessa que os objectivos definidos à partida tenham espaço para se moldarem à medida que a descoberta avança. Caso contrário, o documentador fica refém do seu ponto de partida. A existência de uma intuição inicial e de uma convicção sobre o interesse de reportar a realidade em questão, é tão importante como assumir que o processo vai determinar o alcance final da peça.

3. A estratégia de recolha
O documentário implica um conjunto de procedimentos e meios técnicos que é necessário ponderar à partida. A definição das condições da recolha vai para além da relação social envolvida; ela abrange opções técnicas que visam tanto as características físicas da recolha, como a cobertura exaustiva da perspectiva e do campo escolhidos. Isto é especialmente importante se formos registar situações para as quais não teremos segunda oportunidade. Preconiza-se uma recolha espontânea ou encenada? Como orientar à partida opções estéticas como os tipos de plano ou movimentos de câmara? Que tipo de procedimentos garantem o registo exaustivo do campo escolhido? Etc. As duas dimensões (a forma das recolhas e o conteúdo visado) terão uma relação que será posta em evidência na montagem do produto final.

4. A análise e a síntese
O visionamento do material recolhido e a sua composição num objecto final correspondem a um trabalho (laboratorial) de análise e síntese, a montagem, no qual a imagem se coloca à prova como portadora e produtora especializada de conhecimento e sentido. Sem perder um espaço de experimentação que é crucial, é importante que um plano concretize como é que a recolha reverte para as possíveis montagens. Que portas abre? Que dificuldades apresenta? A montagem pode vir a ser um processo aleatório, sistemático, intuitivo ou programado. Até o caso da recusa de decidir um processo de montagem pode ser assumido como condição de partida, contextualizando a decisão.

5. Estratégia de exposição
A forma de difusão e exibição do documentário, desde que pensada à partida, influencia as opções técnicas e conceptuais dos passos anteriores, com implicações no todo que produzirá leitura e sentido. As qualidades técnicas dos registos (resolução, formato, estilo de filmagem/recolha) e a estratégia de montagem (ritmo, estrutura da narrativa, opção pela peça única ou série, duração) têm implicações estéticas e conceptuais por si só e na relação que estabelecem com meios e contextos de difusão específicos. Exemplos simples: a) filmagens feitas com o telemóvel terão um peso estético determinante num documentário exibido no cinema, mas poderão ser menos marcantes em exibições via internet; b) filmagens sistemáticas (na iluminação, no enquadramento, na classificação dos objectos ou situações a registar) podem ser essenciais para um processo de montagem também ele automático. Por outro lado, a escolha de meios de difusão é por si própria significante. Exibir um documentário sobre o Stop numa sala de cinema, por exemplo, confere desde logo um estatuto ao objecto documentado e interfere no modo como vamos lê-lo através da peça exibida. O que queremos retirar desta escolha dos meios?

Enquadramento

o centro comercial Stop, pode vir a ser muito mais do que aquilo que é neste momento, pode ser muito mais apelativo, dinamico, prova disso foi o evento realizado no dia 16 "Um hino ao Stop", evento este que serviu para transformar (nem que por algumas horas) totalmente o Stop e mostrar todo o seu potêncial que se encontra escondido em cada uma das salas de ensaio.

assim através do vídeo pretende-se mostrar a realidade do Stop no dia-a-dia eo que aconteceu no dia 16, tentando consciencializar, acima de tudo, os musicos a visualizar o que o Stop pode ser se eles se unirem, se aderirem mais vezes a iniciativas como a do dia 16.

Objectivos

nascerem mais iniciativas \ dias como o do dia 16
união dos musicos
dar a conhecer um Stop de portas abertas, onde se mostra a musica que é ali feita todos os dias.

Conteúdos

o Stop quotidiano vs o Stop no dia H

Concretização

um video que no fim tem como objectivo conscencializar os musicos do que pode ser o Stop na realidade; isto seria dado atraves da oposição de filmagens do dia 16 e do dia-a-dia do Stop. Seriam vários vídeos ao mesmo tempo do dia 16, para realçar o que aconteceu, e depois passar para um video do dia-a-dia, tentando assim mostrar a diferença que existe.